A inflação prévia do Brasil mostrou uma desaceleração em julho, alcançando 0,06%, com a principal influência sendo a redução nos preços dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa uma queda de 0,35 ponto percentual em comparação ao mês anterior, quando a taxa havia sido de 0,41%.
Com esse desempenho, o IPCA-15 acumula um aumento de 3,51% no ano e de 4,52% em um período de doze meses, valor inferior aos 4,80% contabilizados anteriormente.
A categoria que mais contribuiu para a diminuição da inflação foi Alimentação e bebidas, que teve uma queda de 0,66%, resultando em uma redução de 0,15 ponto percentual na inflação mensal. Essa variação foi influenciada pela significativa desvalorização nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). Em contrapartida, houve aumentos nos preços da cebola (7,10%) e do pão francês (0,65%).
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No entanto, o grupo Habitação exerceu a maior pressão sobre o índice geral, apresentando um aumento de 0,97%, impulsionado principalmente por um crescimento de 3,03% nas tarifas de energia elétrica residencial. Esse reajuste se deve à implementação da bandeira tarifária amarela e aos ajustes nas tarifas em várias capitais.
Já o setor de Transportes registrou uma alta de 0,11%, afetado pelo aumento expressivo de 11,70% nos preços das passagens aéreas. Por outro lado, os combustíveis ajudaram a suavizar a inflação com uma queda de 0,90%, influenciada pela diminuição nos preços do etanol (-2,50%), do óleo diesel (-1,32%), do gás veicular (-0,97%) e da gasolina (-0,68%).
Dentre as capitais analisadas, o Rio de Janeiro liderou com a maior variação positiva (0,44%), impactada pelo aumento nas tarifas aéreas e na energia elétrica. Em contraste, Belém apresentou a menor variação negativa (-0,22%), beneficiada pela diminuição nos preços do açaí e da gasolina.

