A aprovação do presidente Donald Trump despencou para 31%, atingindo o menor índice durante seus dois mandatos e evidenciando a tendência de descontentamento que tem se intensificado ao longo do ano nos Estados Unidos. Em janeiro de 2025, no início de sua administração, Trump contava com uma taxa de aprovação de 47%, conforme dados da série elaborada pela Reuters/Ipsos.
Os dados mais recentes, apresentados nesta segunda-feira (19), revelam uma diminuição de um ponto percentual em comparação à pesquisa realizada há duas semanas. A insatisfação com a gestão econômica atinge 68% dos entrevistados, incluindo 37% dos que se identificam como republicanos.
Além disso, a perda de apoio se reflete nas eleições para o Congresso. Se a votação ocorresse neste momento, 47% dos eleitores registrados optariam por candidatos democratas, enquanto 35% escolheriam republicanos. A vantagem dos democratas cresceu de sete para 12 pontos percentuais em apenas duas semanas.
Impactos da guerra e inflação
A Reuters associa a queda na popularidade de Trump ao aumento nos preços dos combustíveis, que afetam significativamente o orçamento familiar. Esse aumento ocorreu após as intervenções militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, seguidas pelo conflito resultante.
Os eleitores também tendem a confiar mais nos democratas em questões econômicas: 40% acreditam que eles estão mais aptos a lidar com essa área, enquanto apenas 33% nomeiam os republicanos como preferidos. Entre as mulheres, a preferência por candidatos democratas chega a 50%, comparado a 32% para os republicanos. Os homens também demonstram preferência pelos democratas, mas em menor grau.
Esses resultados se somam a pesquisas anteriores que já indicavam uma forte desaprovação ao presidente. Um levantamento da AP-NORC realizado em julho apontou uma rejeição de 66% a Trump, enquanto em agosto, a Reuters/Ipsos registrou uma taxa de desaprovação de 64%, juntamente com um declínio no apoio à guerra contra o Irã.
No dia 3 de novembro ocorrerá uma eleição que renovará cadeiras na Câmara e no Senado. Uma possível derrota para os republicanos em qualquer uma dessas Casas pode complicar ainda mais os planos do presidente nos dois últimos anos de seu mandato. Contudo, a vantagem mostrada na pesquisa nacional não garante o resultado final, já que as eleições dependem dos votos em cada estado e distrito.
A pesquisa da Reuters/Ipsos entrevistou um total de 1.679 adultos nos Estados Unidos, incluindo 1.279 eleitores registrados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para todos os entrevistados e três pontos para os eleitores registrados.

