Na terça-feira, 21 de novembro, o governo federal deu início a uma série de reuniões com líderes do setor industrial para discutir estratégias em resposta à tarifa de 25% que os Estados Unidos impuseram sobre produtos brasileiros, com implementação prevista para esta quarta-feira, 22. Sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os encontros reúnem associações como Anfavea, Abimaq, Abit e Abinee com o objetivo de avaliar os impactos financeiros e elaborar um conjunto de medidas que será apresentado ao presidente Lula.
O vice-presidente Geraldo Alckmin rejeitou a ideia de uma retaliação comercial imediata. Ele comentou: “Reciprocidade não é retaliação”, enfatizando a importância do diálogo para evitar um agravamento das tensões. A resposta do governo é estruturada em três frentes principais: concessão de crédito emergencial às empresas, exploração de novos mercados e ações diplomáticas. Essa medida dos EUA pode impactar cerca de US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, afetando especialmente as indústrias de máquinas, autopeças, eletroeletrônicos, plásticos e calçados.
Além disso, o Planalto está considerando ajustes no Plano Brasil Soberano, como a ampliação das linhas de crédito e a flexibilização das normas para as empresas mais atingidas. A ApexBrasil também planeja investir R$ 130 milhões na busca por novos mercados. No entanto, o setor produtivo solicita condições mais favoráveis, como juros reduzidos, isenção do IOF e revisão das exigências para acesso aos programas de apoio. O governo ainda está atento à possibilidade de uma nova sobretaxa americana de 12,5%, que aumentaria a tarifa total para 37,5%.
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