A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo, a principal honraria do cinema no Brasil, celebrou a força da produção audiovisual nacional ao reconhecer “O Agente Secreto”, “Manas” e “Homem com H” como os grandes vencedores da noite, que ocorreu na última terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
No que diz respeito à categoria mais relevante da premiação, tanto “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, quanto “Manas”, de Marianna Brennand, receberam o prêmio de melhor filme de ficção. Essa decisão destaca as duas produções que têm promovido o cinema brasileiro em nível internacional, além de reafirmar a variedade estética e temática presente nas obras nacionais.
Com um total de 18 indicações, “O Agente Secreto” finalizou a cerimônia com quatro prêmios, incluindo melhor fotografia, direção de arte e efeitos visuais. Por sua vez, “Manas” conquistou cinco estatuetas, destacando-se na categoria de melhor direção para Marianna Brennand, além de roteiro original, montagem e atriz coadjuvante para Dira Paes.
Kleber Mendonça Filho, ao receber seu prêmio, enfatizou a necessidade de uma Academia Brasileira de Cinema que represente melhor as diversas regiões do Brasil. Ele comentou: “É preciso dissipar o ar sudestino na Academia Brasileira de Cinema”, também elogiando o trabalho de Wagner Moura na produção.
‘Homem com H’ se destaca pela quantidade de prêmios
“Homem com H”, cinebiografia sobre Ney Matogrosso sob a direção de Esmir Filho, foi o grande vencedor da noite, recebendo seis troféus. Entre eles estão o prêmio do público e melhor ator para Jesuíta Barbosa, além das categorias figurino, maquiagem, som e trilha sonora. A abertura da cerimônia contou com uma apresentação do próprio Ney Matogrosso cantando “O Tempo Não Para”, composição de Cazuza.
Dentre outros destaques da noite, Denise Weinberg foi agraciada como melhor atriz por sua atuação em “O Último Azul”, enquanto Rodrigo Santoro levou para casa o prêmio de melhor ator coadjuvante pelo mesmo filme. Em seu discurso ao subir ao palco, Santoro celebrou a fase positiva que o audiovisual brasileiro está vivendo e expressou esperança de que o país “nunca mais precise passar por uma retomada”, referindo-se ao reconhecimento internacional recente das produções brasileiras.
A noite também prestou homenagem ao produtor Luiz Carlos Barreto, falecido no final de julho e reconhecido como uma das figuras mais proeminentes na história do cinema nacional. Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema, dedicou a premiação à sua memória.
No setor televisivo, a série “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” foi escolhida como a melhor do ano. Além disso, “Apocalipse nos Trópicos”, dirigida por Petra Costa, recebeu o prêmio de melhor documentário.
A celebração dos 25 anos do Grande Otelo reforçou o momento positivo do cinema brasileiro, reunindo obras que abordam diversos temas sociais, históricos e culturais e ampliando a representação do Brasil nos principais festivais internacionais.

