O Irã segue exportando petróleo para a China através do Estreito de Ormuz, mesmo com a redução do tráfego devido aos ataques dos Estados Unidos e Israel. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, mais de 11,7 milhões de barris de petróleo iraniano foram enviados para o mercado chinês, segundo dados da empresa TankerTrackers.
Apesar das ameaças de bloqueio das exportações por parte do Irã, as atividades de exportação continuam. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que qualquer tentativa de bloquear o Estreito de Ormuz será respondida com ataques “vinte vezes mais duros”. O estreito é uma importante rota energética global, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo.
A instabilidade no Estreito de Ormuz tem impactado os preços do petróleo no mercado internacional, aumentando o custo econômico da guerra para países dependentes da região. Mesmo com a queda na circulação de navios na rota, a China continua sendo o principal comprador de petróleo iraniano, destacando a importância estratégica do corredor marítimo.
Além disso, a guerra na região resultou em ataques a embarcações, com navios sendo atacados e tripulantes mortos. O Irã mantém suas exportações através do terminal de Kharg, no Golfo Pérsico, e do terminal de Jask, no Golfo de Omã. Apesar dos desafios e da instabilidade, o comércio de petróleo continua a atravessar o Estreito de Ormuz, evidenciando a complexidade da situação na região.

