O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que serve como um indicativo da inflação oficial, apresentou uma deflação de 0,40% em agosto. Essa informação foi divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indica uma queda de 0,46 pontos percentuais em comparação com julho, que registrou uma taxa de 0,06%.
Com essa performance, o IPCA-15 acumula um aumento de 3,09% no ano e um total de 4,24% nos últimos 12 meses até agosto. A variação anual desacelerou em relação aos 4,52% observados no período anterior. Este é o primeiro registro de deflação do IPCA-15 desde agosto de 2025, quando o índice havia caído 0,14%, sendo também a maior deflação desde agosto de 2022, quando a queda foi de 0,73%.
O desempenho ficou aquém das expectativas do mercado financeiro, que previa uma alta entre 0,25% e uma retração de 0,30%.
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Dentre os principais grupos que registraram recuos estão Alimentação e Bebidas (-0,57%), Habitação (-1,41%) e Transportes (-1%).
Confira a variação entre os nove grupos analisados:
- Alimentação e bebidas: -0,57%;
- Habitação: -1,41%;
- Artigos de residência: 0,04%;
- Vestuário: -0,20%;
- Transportes: -1%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,40%;
- Despesas pessoais: 0,66%;
- Educação: 0,46%;
- Comunicação: -0,02%.
A queda nas categorias Habitação, Transportes e Alimentação impulsiona a deflação
Dentre os setores que colaboraram para a diminuição do IPCA-15 em agosto, o segmento de Habitação teve uma redução de 1,41%, sendo fortemente influenciado pela diminuição de 6,25% na tarifa da energia elétrica residencial. Este fator impactou negativamente o índice em -0,26 ponto percentual devido à inclusão do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês.
No setor de Transportes, houve uma queda de 1%, após um pequeno aumento de 0,11% em julho. O resultado foi impulsionado pela diminuição das tarifas aéreas (-13,30%) e dos combustíveis (-1,43%). O etanol registrou uma queda de 3,63%, enquanto a gasolina caiu 1,23% e o óleo diesel teve redução de 0,71%.
No grupo Alimentação e Bebidas, a deflação foi registrada em -0,57%, com uma diminuição significativa de 0,97% nos preços da alimentação dentro do domicílio. Os alimentos que mais contribuíram para a queda foram o tomate (-27,38%), a batata-inglesa (-25,14%), a cenoura (-17,05%) e o café moído (-2,31%). Em contraste com isso, o leite longa vida teve aumento de preços em 3,41%, assim como as frutas que subiram em média 3,11%.
A deflação registrada pelo IBGE foi de -0,40% em agosto deste ano e representa o melhor resultado dos últimos quatro anos.

