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Eduardo levanta polêmica ao propor negociação do Pix com os EUA, revelando a submissão da direita

Recife CotidianoRecife Cotidianojunho 11, 2026 33 Minutes read0

A direita radical no Brasil continua a evidenciar que seu projeto de poder se resume a uma subserviência total aos interesses internacionais. Recentemente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais onde propõe que o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, conhecido como Pix — amplamente reconhecido por sua eficiência e isenção de taxas — poderia ser “colocado na mesa de negociação” com os Estados Unidos.

Essa declaração, que transforma o patrimônio financeiro da população brasileira em moeda de troca, foi prontamente contestada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Ela destacou a postura subserviente da direita em comparação à defesa firme da soberania nacional.

“Os Estados Unidos já possuem mecanismos similares ao Pix, como o Zelle, que é o equivalente americano. Portanto, é possível ir a uma mesa de negociações com argumentos sólidos. O Brasil e os EUA têm interesses complementares, especialmente em relação a recursos como terras raras e manganês, sendo que os americanos importam 100% do manganês e o Brasil é um grande produtor. Com Jair Bolsonaro, há confiança; com Lula, não há”, afirmou Eduardo Bolsonaro, também conhecido como Bananinha.

O PIX na mesa de negociação: soberania financeira em leilão

No vídeo, Eduardo Bolsonaro faz uma analogia entre o Pix e o Zelle. Essa comparação revela a inclinação entreguista do bolsonarismo: enquanto o Pix é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central em prol da população, o Zelle é um sistema privado gerido pela Early Warning Services LLC, um consórcio formado por sete dos principais bancos dos EUA, incluindo JP Morgan Chase e Bank of America.

Ao afirmar que “é viável negociar com os americanos” oferecendo o sistema brasileiro em troca de vantagens na exportação de minérios como manganês e terras raras, Eduardo trata a soberania financeira do país como um ativo à venda.

Para a extrema direita, o êxito de um sistema público que eliminou tarifas bancárias monopolistas e incluiu milhões de brasileiros representa uma ameaça que deve ser entregue ao capital estrangeiro.

A tutela estrangeira como projeto político

A declaração de Eduardo não é um fato isolado; ela reflete uma diretriz política mais ampla. A direita radical no Brasil carece de um projeto voltado para o desenvolvimento nacional; sua estratégia se fundamenta na subordinação às potências internacionais. Durante visitas aos Estados Unidos, membros da comitiva bolsonarista não buscaram parcerias comerciais justas; ao contrário, tentaram articular intervenções contra o próprio Brasil, como sanções e um “tarifaço” que prejudicaria a economia local e afetaria os trabalhadores brasileiros.

Nesse cenário, oferecer tanto o Pix quanto as riquezas minerais brasileiras como “bons argumentos” para agradar Washington expõe a natureza antinacional do bolsonarismo. Para esses grupos, o Brasil não é visto como uma nação soberana destinada ao seu próprio desenvolvimento; ao invés disso, é considerado um mercado consumidor a ser explorado por corporações americanas em troca de favores políticos para seus líderes.

A defesa da democracia contra o tarifaço e a subserviência

Em resposta à declaração controversa de Eduardo Bolsonaro, Jandira Feghali fez uma análise precisa sobre os dois projetos nacionais em confronto. “Enquanto entreguistas foram aos EUA solicitar tarifaço contra nosso país, nós estivemos lá para defender nossa democracia”, afirmou a deputada.

A fala dela enfatiza que a soberania nacional está intrinsecamente ligada à democracia. Não se pode proteger os interesses do povo brasileiro permitindo que potências estrangeiras decidam sobre os rumos do país ou utilizem a infraestrutura financeira nacional como moeda de barganha em negociações questionáveis.

Enquanto a direita se entrega ao exterior, as vozes democráticas e nacionalistas reafirmam sua convicção de que o futuro do Brasil deve ser decidido pelo povo nas urnas e que as riquezas do país — desde suas terras raras até seu sistema de pagamentos — devem ser utilizadas exclusivamente para promover o desenvolvimento da nação brasileira.

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democraciaDonald TrumpEconomiaEduardo BolsonaroentreguismoJandira FeghalipatriotismoPixsoberaniatarifaçoterras raras

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