Nesta quinta-feira, 16 de novembro, a Polícia Federal deteve Paulo Henrique Costa, que foi presidente do Banco de Brasília (BRB), na quarta etapa da Operação Compliance Zero. Além disso, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão em várias localidades, incluindo o Distrito Federal e São Paulo.
A investigação se concentra em um esquema de lavagem de dinheiro que visava o pagamento de vantagens ilícitas a servidores públicos em troca de decisões favoráveis ao Banco Master.
As ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal informa que estão sendo apurados crimes financeiros relacionados à corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
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Paulo Henrique Costa será encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, no DF. O advogado do Banco Master, Henrique Monteiro, também é alvo nesta fase da operação, sendo descrito como responsável pela gestão de fundos que dificultam a rastreabilidade das movimentações financeiras ilícitas.
Costa foi indicado para liderar o BRB pelo ex-governador do DF, Ibaneis Rocha, alinhado ao bolsonarismo, assumindo a presidência em 2019. Ele é mencionado como um dos responsáveis pela tentativa de compra do Banco Master pela instituição pública.
O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, ressaltou em sua decisão que Costa utilizou a presidência do BRB para beneficiar a liquidez do Master e ainda recebeu vantagens indevidas devido à sua posição e decisões tomadas.
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Conforme as investigações, Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões do proprietário do Master, Daniel Vorcaro, como contrapartida por sua colaboração nas operações relacionadas ao banco.
A Operação Compliance Zero teve início em novembro do ano passado. Em sua fase inicial, resultou na prisão de Daniel Vorcaro, que foi libertado alguns dias depois graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O banqueiro foi preso novamente em março e atualmente se encontra na Superintendência da Polícia Federal.
A trama investigada revela uma complexa rede de interesses e conexões entre políticos e o banqueiro, especialmente figuras da direita e extrema direita ligadas ao bolsonarismo.
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