Skip to content
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
  • Home
  • Pernambuco
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Fale Conosco
  • Home
  • News
  • Categories
  • Features
  • Shop
  • Live
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
Mundo
Mundo

Israel aprova legislação que permite a aplicação da pena de morte exclusivamente a palestinos

Recife CotidianoRecife Cotidianoabril 2, 2026 1743 Minutes read0

O parlamento israelense aprovou nesta segunda-feira (30) uma lei que permite a tribunais militares impor a pena de morte a palestinos da Cisjordânia ocupada acusados de “terrorismo” ou de matar colonos judeus. A medida, classificada por críticos como explicitamente nazista e discriminatória, não se aplica a colonos israelenses que cometem crimes contra palestinos — consolidando um sistema jurídico de apartheid que trata vidas de forma desigual sob a mesma ocupação.

Discriminação por concepção: dois sistemas, duas justiças

A nova legislação cria um abismo jurídico no mesmo território: palestinos residentes na Cisjordânia — que não possuem cidadania israelense e vivem sob ocupação militar — passarão a ser julgados por tribunais militares com pena de morte automática por maioria simples de juízes. Já colonos judeus que matam palestinos continuam sendo processados em tribunais civis israelenses, onde a pena capital não existe e a taxa de condenação é de apenas 3%, segundo dados do grupo Yesh Din.

“É discriminatória por concepção”, denunciou a Associação Israelense de Direitos Civis, que já acionou a Suprema Corte do regime. Segundo o grupo B’Tselem, 99,74% dos palestinos julgados em tribunais militares são condenados, frequentemente com base em “confissões” obtidas sob tortura. Em contraste, 93,8% das investigações sobre violência de colonos são arquivadas sem acusação.

Ilegalidade flagrante: Cisjordânia não é território israelense

Especialistas em direito internacional alertam que o parlamento israelense não tem autoridade para legislar sobre a Cisjordânia, território ocupado que não foi entregue a Israel pela ONU. Em setembro de 2024, a Assembleia Geral da ONU pediu o fim da ocupação israelense na região, reforçando parecer da Corte Internacional de Justiça que classificou a presença israelense como “ilegal”.

A Autoridade Palestina condenou a lei como “crime de guerra”, ressaltando que viola a Quarta Convenção de Genebra, que protege civis em territórios ocupados e garante direito a julgamentos justos. “Transformará a morte de palestinos em uma ferramenta aceita e comum de punição”, alertou o B’Tselem.

Apartheid codificado: a Lei do Estado-Nação como alicerce

A medida se sustenta na Lei do Estado-Nação de 2018, que define Israel como “pátria exclusiva do povo judeu” e rebaixa o status dos palestinos — que compõem cerca de 20% da população — ao omitir qualquer garantia de igualdade. Segundo grupos como Anistia Internacional e Human Rights Watch, essa estrutura jurídica dual — lei militar para palestinos, lei civil para colonos — é a espinha dorsal do apartheid israelense.

Até março de 2026, cerca de 9.500 palestinos estavam detidos em prisões israelenses, sendo metade sob “detenção administrativa” — prisão indefinida sem acusação ou julgamento. Menores palestinos podem ser interrogados sem presença dos pais e têm negado acesso a assistência jurídica, em desacordo com o direito internacional.

Violência em escalada: sete palestinos mortos por colonos em março

A lei entra em vigor em meio a uma nova onda de violência: apenas em março, colonos israelenses assassinaram sete palestinos na Cisjordânia. No domingo (30), ministros das Relações Exteriores de França, Alemanha, Itália e Reino Unido condenaram as atrocidades crescentes, mas a impunidade permanece a regra para agressores judeus.

Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional com condenações anteriores por “terrorismo” de extrema-direita, pressionou pela aprovação da lei como condição do acordo de coalizão com Netanyahu. Após a votação (62 a favor, 48 contra), foi visto exibindo uma garrafa de champanhe — enquanto palestinos protestavam nas ruas de Ramallah com cartazes contra a “lei da morte”.

COPLAC e mobilização internacional: “Mais um passo na legalização da opressão”

A Confederação Palestina Latino-americana e do Caribe (COPLAC) condenou a medida: “Mais uma vez, o racismo, a segregação e o apartheid sionista se convertem em norma oficial. Não se trata de um fato isolado, mas de mais um passo na legalização de uma política histórica de opressão contra o povo palestino”.

A entidade exigiu “condenação internacional imediata” e alertou que a lei reforça um sistema onde “palestinos vivem sob lei militar, enquanto colonos estão sujeitos à lei civil — dois sistemas paralelos no mesmo território, com proteções drasticamente desiguais”.

Enquanto a Suprema Corte israelense analisa a petição contra a lei, a comunidade internacional enfrenta mais um teste: aceitar a normalização de um apartheid jurídico ou defender, de fato, que todas as vidas têm o mesmo valor. Para os palestinos da Cisjordânia, a resposta não é apenas jurídica — é uma questão de sobrevivência.

O post Israel aprova lei de pena de morte só para palestinos apareceu primeiro em Vermelho.

Tags
apartheiddiscriminaçãoIsraelPalestinapena de mortesegregação

Recife Cotidiano

Previous post Prazo final do Irã para Big Techs termina sem incidentes, mas clima de tensão aumenta
next post Público histórico no Sport: Menor presença em 3 décadas na Série B e controvérsias sobre o novo programa de sócios
Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sport inicia negociações para trazer Hugo Farias, lateral-esquerdo do Corinthians, por empréstimo

agosto 27, 2026

Z-4 assombra a metade da Série B; Náutico possui trajetória mais promissora em comparação a Ceará e Avaí

agosto 27, 2026

Vitinho é sondado por clube português e se prepara para deixar o Santa Cruz

agosto 27, 2026

China promete resposta firme caso Trump siga com sanções econômicas

agosto 27, 2026

China avalia Dia D Econômico como um sinal da fragilidade das opções dos EUA

agosto 27, 2026

Casal e vizinho detidos em flagrante por homicídio, roubo e agressão a taxista; corpo desovado em barreira do Recife

0 Comments

Desmantelamento de Esquema Fraudulento de Empréstimos Consignados no Ceará

0 Comments

Desembargador nomeado por Lula diverge e apoia cassação de Moro, mas sessão é interrompida novamente

0 Comments

Fogo em Prédio Residencial: 21 Moradores Resgatados por Inalação de Fumaça

0 Comments

Eco Resort na Praia dos Carneiros Recebe Multa de R$ 50 Mil por Despejo de Esgoto no Mar

0 Comments

Siga-nos

InstagramFollow us

© Recife Cotidiano. 2025.