Desde 1989, o PCdoB se alinha a Luiz Inácio Lula da Silva e já manifestou seu apoio ao presidente em sua busca pelo quarto mandato. Nesta semana, o partido apresentou um documento intitulado “Rumos Soberanos para uma Nova Arrancada do Desenvolvimento”, com o intuito de contribuir para a elaboração de uma plataforma transformadora.
Elaborada pela Comissão Política Nacional do PCdoB, a proposta discute os progressos realizados durante o atual governo e destaca a importância de aprofundá-los no próximo mandato de Lula, visando garantir um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo, igualitário, soberano e democrático.
Essas sugestões fazem parte do processo participativo de construção do programa de governo que está em andamento, envolvendo as fundações associadas aos partidos da coalizão, incluindo a Fundação Maurício Grabois, vinculada ao PCdoB.
“Estamos apresentando uma contribuição singular ao programa do presidente Lula, onde a soberania nacional é um ponto crucial. Com essa base, formulamos uma proposta para um desenvolvimento acelerado do Brasil, priorizando a sustentabilidade ambiental e focando na reindustrialização; no avanço da ciência, tecnologia e inovação; na valorização do trabalho e na melhoria da qualidade de vida da população”, explica Nádia Campeão, presidenta interina do PCdoB.
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Nádia analisa que o contexto político atual é favorável ao governo, criando oportunidades para aprofundar as mudanças necessárias nos próximos quatro anos. “O governo tem realizado seu trabalho de forma extremamente positiva, tanto na reconstrução nacional após Bolsonaro quanto no enfrentamento dos desafios contemporâneos”, ressalta.
A dirigente enfatiza que o governo tem se empenhado em abordar questões essenciais para a população, como o endividamento das famílias, problemas na segurança pública — incluindo a violência contra mulheres — e a elevação dos preços dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio.
Além disso, menciona que importantes realizações já foram conquistadas pelo governo, como a isenção do Imposto de Renda e esforços para eliminar a escala 6×1. “Portanto, temos um governo muito proativo no cenário nacional, defendendo a democracia e combatendo tentativas de golpe”, acrescenta.
Nádia também destaca que o governo atua corajosamente em defesa da soberania brasileira frente a ameaças e imposições do antigo governo dos Estados Unidos. Nesse contexto, Lula tem se afirmado como uma liderança reconhecida internacionalmente por sua postura pacifista e defesa da autonomia dos povos.
Com base nesses fatores e outros elementos relevantes, o PCdoB acredita que o Brasil deve avançar significativamente como nação e impedir um retorno da extrema direita. “Estamos propondo essencialmente uma maior disputa política na sociedade para aprofundar os rumos atuais do governo e discutir sobre o futuro: novas esperanças e um novo patamar de conquistas em termos de soberania nacional, democracia e direitos”, afirma Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois e um dos responsáveis pela elaboração do documento.
Sorrentino acrescenta que as propostas visam contribuir para estabelecer um novo modelo de referência em um próximo mandato presidencial e iniciar um ciclo histórico de desenvolvimento nacional.
Vértices para o País avançar
O documento apresentado pelo PCdoB busca abordar questões fundamentais para o progresso brasileiro. Assim sendo, defende que o Estado deve desempenhar um papel estratégico como “agente de investimento, planejamento coordenado do desenvolvimento econômico” aliado à promoção democrática e valorização do trabalho como motores do progresso.
Para enfrentar esses desafios, os comunistas destacam três vértices principais. O primeiro é elaborar um plano nacional de desenvolvimento nos primeiros meses do novo governo. O segundo refere-se à necessidade de uma política sistêmica voltada à reconfiguração produtiva e tecnológica.
A terceira vertente enfatiza ciência, tecnologia e inovação como fatores cruciais para transformação produtiva nas economias contemporâneas. O PCdoB tem contribuído ativamente nessa área através do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), conduzido desde 2023 pela presidenta licenciada Luciana Santos.
A fim de promover transformações significativas no País, os comunistas propõem também ações nos campos financeiro e monetário (incluindo uma redução significativa nas taxas de juros) além da ampliação eficaz dos investimentos públicos em setores com alto impacto social onde a atuação estatal é essencial—como saúde pública industrializada, mobilidade urbana adequada às mudanças climáticas.
Os comunistas defendem ainda melhorias na alocação orçamentária pública. Neste sentido, enfatizam que “o retorno ao valor histórico das emendas parlamentares antes do golpe de 2016 é fundamental”.
O documento sugere também aumentar a receita pública através da tributação progressiva sobre grandes fortunas.
Cabe ressaltar que o partido sublinha a necessidade urgente de fortalecer as ações defensivas do país bem como implementar medidas na segurança pública contra o crime organizado e violência. Além disso, propõe reformas eleitorais que garantam maior diversidade democrática junto à ampliação dos direitos trabalhistas além das condições atuais.
Por fim, o PCdoB reafirma que este momento demanda um “novo ciclo histórico para o desenvolvimento nacional” ressaltando que “com um novo governo sob Lula essa possibilidade pode se concretizar. Fazer isso acontecer exigirá intensas lutas políticas com ideias capazes de unir amplas forças sociais”.
Para ler a íntegra do documento, clique aqui.
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