Skip to content
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
  • Home
  • Pernambuco
  • Cultura
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Fale Conosco
  • Home
  • News
  • Categories
  • Features
  • Shop
  • Live
Recife Cotidiano
Recife Cotidiano
Mundo
Mundo

Xi Jinping aterrissa nos EUA em busca de equilíbrio, mas exige diálogo justo

Recife CotidianoRecife Cotidianosetembro 24, 2026 65 Minutes read0

Na quinta-feira (24), o presidente chinês, Xi Jinping, encontra-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O objetivo de Xi é fortalecer os laços entre as duas nações mais influentes do mundo, porém ele ressalta que não aceitará tarifas e restrições tecnológicas como pré-requisitos para as negociações.

O líder chinês chegou na quarta-feira (23) à Base Conjunta Andrews, situada nos arredores de Washington, acompanhado pela primeira-dama Peng Liyuan. Trump fez questão de ir ao aeroporto militar pessoalmente para recebê-los, uma honraria que é concedida a poucos dignitários estrangeiros.

A agenda do dia começa com uma cerimônia de boas-vindas na Casa Branca. Em seguida, Xi e Trump passarão em frente a uma formação de soldados no Jardim das Rosas, em um evento conhecido como revista militar.

Após essa recepção, os dois líderes participarão de uma reunião privada que será o ponto central político da visita. As discussões deverão focar na prorrogação da trégua comercial estabelecida no ano anterior, nas tarifas impostas por Washington e nas restrições chinesas sobre exportações de terras raras.

Questões relativas à disputa por chips utilizados em inteligência artificial, a situação em Taiwan e a guerra dos Estados Unidos contra o Irã também estarão em pauta.

Essa visita ocorre quatro meses após a recepção de Trump por Xi em Pequim. Este é o terceiro encontro presencial entre os presidentes em menos de um ano — o primeiro ocorreu em outubro de 2025, durante uma cúpula em Busan, na Coreia do Sul. Eles ainda têm a possibilidade de se encontrar novamente nas reuniões da Apec em novembro e do G20 em dezembro.

Pequim almeja estabelecer o que chama de “estabilidade estratégica construtiva” nas relações com Washington. Essa terminologia foi adotada pelos dois governos durante um encontro realizado em maio e apareceu frequentemente nas publicações da imprensa chinesa antes da chegada de Xi aos Estados Unidos.

A proposta surge do reconhecimento mútuo de que China e Estados Unidos continuarão a ter divergências, mas não precisam transformar cada desavença em um conflito sério.

Em um artigo publicado na quarta-feira (23), a agência Xinhua mencionou que “diferenças e atritos são inevitáveis” e defendeu que essas questões sejam abordadas através de diálogos sob condições equitativas.

Pequim recusa a ideia de que as relações devem ser pautadas apenas pela chamada “competição estratégica”, uma expressão utilizada por Washington para justificar tarifas, sanções e restrições ao acesso chinês a tecnologias avançadas.

Segundo a perspectiva chinesa, estabilidade não pode ser sinônimo da aceitação de medidas que busquem limitar o progresso do país.

No ano passado, Trump reativou o embate comercial ao impor novas tarifas sobre produtos provenientes da China. Embora tenha havido algumas negociações que suspenderam parte dessas tarifas, o conflito permanece sem resolução definitiva.

Além disso, o republicano insinuou sem apresentar evidências que a China teria interferido nas eleições de 2020, onde foi derrotado por Joe Biden — resultado este que nunca reconheceu oficialmente.

A limitação na venda de chips ilustra como as disputas comerciais agora impactam diretamente a corrida tecnológica. Em abril de 2025, o governo Trump passou a exigir uma licença especial para que a Nvidia pudesse vender à China seu processador H20, utilizado no desenvolvimento de sistemas inteligentes. Essa exigência interrompeu as entregas desse produto específico.

Embora Washington tenha posteriormente autorizado remessas limitadas de outro modelo, os chips mais avançados da empresa continuam fora do mercado chinês. O governo norte-americano justifica tais restrições com base em questões de segurança nacional; por sua vez, Pequim argumenta que esses controles visam manter a superioridade tecnológica dos EUA e conter o avanço dos concorrentes chineses.

Trump abordou abertamente essa disputa durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na terça-feira (22), sendo esta sua única menção direta à China durante sua fala.

“Quem vencer na IA — ou na superinteligência — vence. Estamos muito à frente da China e dos outros países e vamos continuar assim”, declarou ele.

No entanto, o presidente americano evitou intensificar suas críticas a Pequim na véspera do encontro.

A prorrogação da trégua comercial é vista como resultado mais provável

A trégua tarifária acordada entre Xi e Trump durante o encontro em Busan expira no dia 10 de novembro. Sua prorrogação é considerada o desfecho concreto mais plausível das discussões realizadas nesta quinta-feira.

A China busca um acordo com prazo maior. Por outro lado, os Estados Unidos estão considerando uma extensão mais curta, variando entre três e seis meses. Não há indícios claros de que ambos os países estejam próximos a um tratado comercial abrangente.

Um entendimento limitado pode incluir novas compras chinesas de produtos norte-americanos. Washington deseja aumentar as vendas de soja, carne bovina, energia e aeronaves da Boeing. Trump necessita apresentar resultados econômicos positivos antes das eleições legislativas programadas para novembro enquanto agricultores americanos pressionam pela recuperação do mercado chinês.

No caso específico da soja, esse acordo também é significativo para o Brasil. Se as importações chinesas dos Estados Unidos aumentarem, parte das encomendas atualmente atendidas por produtores brasileiros poderá retornar ao mercado americano.

A China possui uma posição vantajosa nas negociações devido ao controle sobre a produção e processamento das terras raras, minerais essenciais para diversos setores como tecnologia, energia e defesa. Após as altas tarifas impostas por Trump, Pequim restringiu suas exportações mostrando que também tem recursos para responder às ações tomadas por Washington.

Os Estados Unidos alegam que a China não cumpriu todos os compromissos firmados durante o encontro em Busan. Em contrapartida, Pequim argumenta que Washington foi quem inicialmente rompeu os termos ao implementar novas restrições sobre empresas chinesas. A reunião desta quinta deverá determinar se ambas as partes suspenderão algumas dessas medidas ou iniciarão outra rodada de retaliações.

Além disso, Xi e Trump poderão anunciar a criação de um canal para discutir incidentes graves relacionados à inteligência artificial. A China está disposta a conversar sobre segurança e controle dos riscos envolvidos mas rejeita qualquer norma que atribua aos Estados Unidos um comando exclusivo sobre o desenvolvimento dessa tecnologia.

Tags
ChinacomércioDonald TrumpEstados UnidosInteligência ArtificialInternacionalRelações China - EUAXi Jinping

Recife Cotidiano

Previous post Torcida do Náutico expressa mais alívio do que gratidão após despedidas de Hélio e Guilherme dos Anjos
next post Vietnã solicita à ONU o término do embargo e das sanções americanas sobre Cuba
Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

A República Democrática Alemã: A Luta pela Memória em Meio ao Esquecimento

setembro 24, 2026

Festa do Avante! completa meio século e prova que a transformação é possível

setembro 24, 2026

Trump promete “aniquilar” Irã na ONU, mas destaca diálogo entre nações.

setembro 24, 2026

Ascensão da direita pro-Trump facilita a intervenção americana na América Latina

setembro 24, 2026

Vietnã solicita à ONU o término do embargo e das sanções americanas sobre Cuba

setembro 24, 2026

Casal e vizinho detidos em flagrante por homicídio, roubo e agressão a taxista; corpo desovado em barreira do Recife

0 Comments

Desmantelamento de Esquema Fraudulento de Empréstimos Consignados no Ceará

0 Comments

A República Democrática Alemã: A Luta pela Memória em Meio ao Esquecimento

0 Comments

Desembargador nomeado por Lula diverge e apoia cassação de Moro, mas sessão é interrompida novamente

0 Comments

Fogo em Prédio Residencial: 21 Moradores Resgatados por Inalação de Fumaça

0 Comments

Siga-nos

InstagramFollow us

© Recife Cotidiano. 2025.