O presidente vietnamita, To Lam, fez um apelo aos Estados Unidos para que encerrem o bloqueio econômico a Cuba e solicitou à comunidade global que auxilie o país a superar a crise resultante das sanções. Essas declarações ocorreram na terça-feira (22), durante o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York.
“Pedimos aos Estados Unidos que cessem o embargo unilateral, as sanções e o bloqueio energético contra Cuba, além de retirarem o país da lista de nações que apoiam o terrorismo”, destacou ele.
Além disso, To Lam convocou a comunidade internacional a prestar apoio a Cuba na superação das dificuldades geradas pelas restrições externas. “É fundamental que todos os países ajudem Cuba em sua crise provocada pelas sanções”, afirmou.
O líder do Vietnã enfatizou a importância de restaurar a confiança nas relações internacionais, fundamentando-se no respeito à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional. “Todos os Estados devem honrar a independência, soberania e integridade territorial de cada nação, assim como o direito de cada povo escolher seu próprio modo de desenvolvimento”, declarou.
To Lam também criticou a intromissão nos assuntos internos de outras nações e defendeu a criação de um Estado palestino autônomo. Ao reafirmar o direito dos povos ao desenvolvimento, ele ressaltou a solidariedade do Vietnã com Cuba. “O Vietnã sempre se manteve ao lado do Estado e do povo cubanos”, ressaltou.
Grandes potências devem dar exemplo
<pO presidente vietnamita associou a instabilidade mundial ao aumento das tensões entre países, ao não cumprimento de acordos e à erosão da confiança nas relações internacionais. Para ele, é necessário conter essa competição antes que leve a novos conflitos.
“As grandes potências precisam servir como exemplo no respeito às normas internacionais, agir com moderação e enfrentar os desafios comuns com responsabilidade. As Nações Unidas devem ocupar um papel central nesses esforços”, disse.
Ao discutir os conflitos armados atuais, To Lam chamou atenção para os impactos negativos sobre as populações civis.
“Em todas as guerras, é essencial proteger os civis, respeitar o direito internacional humanitário e garantir o acesso à assistência humanitária”, enfatizou.
Reforma da ONU
To Lam defendeu uma reforma nas estruturas da ONU para que a organização esteja alinhada às mudanças na ordem global. Segundo ele, embora as contribuições da ONU para paz, descolonização e autodeterminação dos povos sejam essenciais, suas instituições precisam evoluir junto às novas dinâmicas mundiais.
“Devemos reformar nossas instituições para que se modernizem, enquanto os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas são respeitados e reforçados”, afirmou.
Ele também expressou apoio por mudanças na Assembleia Geral, no Conselho de Segurança e no Secretariado da ONU. Essas alterações visam aumentar a eficiência da organização e ampliar sua capacidade de defesa dos interesses das nações em desenvolvimento.
“Buscamos uma ordem internacional mais justa, democrática e inclusiva, onde todos os países tenham voz e todas as nações possam ter oportunidades de se desenvolver”, concluiu.

