O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acumula mais um fato questionável em seu histórico. Recentemente, constatou-se que ele não possui a pós-graduação em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), informação que estava disponível em seus perfis oficiais tanto no Senado quanto na Assembleia Legislativa do Rio.
Informações divulgadas pelo G1 revelaram que a inverdade também estava presente na biografia do parlamentar na Wikipedia. Em resposta à solicitação do portal, a universidade afirmou não ter registros de que Flávio tenha cursado qualquer disciplina em suas dependências.
A assessoria de Flávio admitiu a ausência dessa formação acadêmica e alegou que a informação errônea foi incluída por algum “erro ou mal-entendido”.
É relevante mencionar que essas informações incorretas permaneceram inalteradas por anos. Somente agora, a assessoria indicou ter solicitado uma atualização na Wikipedia, da qual acredita ter originado os dados utilizados nas demais páginas.
Mais uma
A trajetória do senador é marcada por episódios controversos e desinformação. Um dos casos mais recentes ocorreu quando ele negou publicamente ter solicitado financiamento ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
“É mentira! De onde você tirou essa informação?”, foi sua resposta ao jornalista do site Intercept Brasil, que posteriormente publicou uma matéria com mensagens trocadas entre eles confirmando o pedido de apoio financeiro.
Após ser desmentido, Flávio tentou justificar sua postura afirmando que o pedido se tratava de uma questão particular e que não havia envolvimento de recursos públicos no financiamento da cinebiografia de seu pai. Contudo, informações reveladas pelo O Estado de S.Paulo mostraram que o deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-ministro de Bolsonaro e roteirista do filme, destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para a produtora responsável pela obra.
Além disso, é importante lembrar que investigações apontam possíveis fraudes associadas ao Banco Master ligadas a irregularidades no uso de recursos previdenciários destinados a servidores públicos aposentados e pensionistas.
Pouco tempo antes desse episódio, Flávio se manifestou afirmando que a ligação entre a direita e as irregularidades do Banco Master era uma “narrativa falsa”, enquanto tentava vincular Lula ao banqueiro. Gradualmente, as apurações da Polícia Federal começaram a evidenciar conexões entre figuras próximas ao bolsonarismo, incluindo o próprio senador e o ex-ministro Ciro Nogueira (PP-PI), dentro deste contexto.
Recentemente, Flávio também fez afirmações infundadas sobre a segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas, seguindo o exemplo de seu pai.
Outra inverdade significativa envolve o sistema Pix. Flávio e outros membros da extrema-direita tentaram erroneamente atribuir ao ex-presidente a criação dessa ferramenta pública de transferências financeiras, considerada uma das mais eficientes do mundo.
No entanto, o desenvolvimento do Pix teve início em 2018 por iniciativa de servidores públicos e técnicos do Banco Central. Além disso, quando um apoiador parabenizou o então presidente pelo Pix, ele afirmou não ter conhecimento sobre o assunto e fez uma associação equivocada com temas relacionados à aviação.

